O diabetes mellitus (DM) é um conjunto de doenças relacionadas com a deficiência do organismo em regular a quantidade de açúcar (mais especificamente, a glicose) no sangue.
A Glicose no sangue fornece energia para realizar suas atividades diárias, como caminhar, andar de bicicleta, participar de uma aula de ginástica aeróbica, e executar as tarefas do seu dia-a-dia.
- A glicose no sangue é produzida pelo fígado (órgão do lado direito do abdômen, perto do estômago), tendo como fonte os alimentos que você come.
- Em uma pessoa saudável, o nível de glicose no sangue é regulada por vários hormônios, incluindo a insulina. A insulina é produzida pelo pâncreas, um órgão pequeno entre o estômago e o fígado. O pâncreas secreta outras enzimas importantes que ajudam a digerir os alimentos.
- A insulina permite que a glicose passe do sangue para o fígado, músculos e células de gordura, onde é usada como combustível.
- Pessoas com diabetes ou não produzem insulina suficiente (diabetes tipo 1) ou não conseguem utilizar adequadamente a insulina (diabetes tipo 2), ou ambos (o que ocorre com várias formas de diabetes).
- Na diabetes, a glicose no sangue não pode se mover dentro das células, por isso fica no sangue. Isso não prejudica apenas as células que precisam de glicose como combustível, mas também prejudica certos órgãos e tecidos expostos a níveis elevados de glicose.
Diabetes Tipo 1: O corpo deixa de produzir insulina ou produz pouca insulina para regular o nível de glicose no sangue.
- O diabetes tipo 1 é responsável por cerca de 10% do total de casos de diabetes.
- O diabetes tipo 1 é geralmente diagnosticado na infância ou adolescência, por isso costumava ser conhecido como diabetes de início juvenil ou diabetes mellitus insulino-dependente.
- O diabetes tipo 1 pode ocorrer em um indivíduo mais velho, devido à destruição do pâncreas pelo álcool, doenças ou remoção cirúrgica.Também resulta da falência progressiva das células do pâncreas (céluas beta) que produzem insulina.
- Pessoas com diabetes tipo 1 precisam de tratamento com insulina diariamente para sustentar a vida.
Diabetes tipo 2: O pâncreas secreta insulina (lança no sangue a insulina), mas o corpo é parcial ou completamente incapaz de utilizar a insulina. Isso às vezes é referida como resistência à insulina . O corpo tenta vencer a resistência através da secreção de insulina cada vez maior. Pessoas com resistência à insulina desenvolvem o diabetes tipo 2 quando não continuam a secretar insulina suficiente para lidar com as exigências mais elevadas.
- Pelo menos 90% dos pacientes com diabetes têm diabetes tipo 2.
- Diabetes tipo 2 é geralmente reconhecido na idade adulta, geralmente após a idade de 45 anos, por isso costumava ser chamado de diabetes mellitus do adulto ou diabetes não insulino-dependente. Esses nomes não são mais usados porque a diabetes tipo 2 pode ocorrer em pessoas mais jovens, e algumas pessoas com diabetes tipo 2 necessitam de utilizar a insulina.
- Diabetes tipo 2 é controlado com dieta, perda de peso, exercícios e medicação oral. Mais da metade das pessoas com diabetes tipo 2 necessitam de insulina para controlar seus níveis de açúcar no sangue, em algum momento no curso de sua doença.
Diabetes gestacional é uma forma de diabetes que ocorre durante a segunda metade do período da gravidez .
- Embora o diabetes gestacional geralmente desapareça após o parto do bebê, as mulheres que têm diabetes gestacional são mais susceptíveis do que outras mulheres de desenvolver diabetes tipo 2 mais tarde na vida.
- As mulheres com diabetes gestacional têm mais chances de ter bebês grandes.
Pré-diabetes: é uma condição comum relacionada com a diabetes. Pessoas com pré-diabetes possuem o nível de açúcar no sangue maior do que o normal, mas não alto o suficiente para ser considerado diabético.
- Pré-diabetes aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2 e doença cardíaca ou derrame.
- Pré-diabetes geralmente pode ser revertido sem tratamento com insulina ou medicação, apenas perdendo uma quantidade modesta de peso e aumentando sua atividade física. Esta perda de peso pode prevenir, ou pelo menos retardar, o aparecimento da diabetes tipo 2.
- Aproximadamente 20% dos adultos que estão na condição de pré-diabetes atualmente, podem desenvolver diabetes dentro de 10 anos, se não realizarem exercício ou manter um peso saudável.
- Cerca de um terço dos adultos diabéticos não sabem que têm diabetes.
- A incidência de diabetes está aumentando rapidamente. Este aumento é devido a muitos fatores, mas o mais importante é a crescente incidência de obesidade e a prevalência de sedentarismo.
Complicações da diabetes
Ambas as formas de diabetes elevam os níveis de açúcar no sangue, uma condição chamada hiperglicemia. Durante um longo período de tempo, a hiperglicemia causa danos na retina dos olhos, nos rins, nervos e vasos sanguíneos.
- Danos à retina pelo diabetes ( retinopatia diabética ): é uma das principais causas de cegueira.
- Danos aos rins (nefropatia diabética): é uma das principais causas de insuficiência renal (perda da função dos rins).
- Danos aos nervos ( neuropatia diabética ) é a principal causa de feridas e úlceras nos pés, que freqüentemente levam à amputação da perna e pé.
- Danos aos nervos do sistema nervoso autônomo pode levar à paralisia do estômago (gástrica), diarréia crônica (diarréia que dura mais de 1 mês) , e uma incapacidade para controlar a freqüência cardíaca e pressão arterial durante as mudanças posturais.
- O diabetes acelera a aterosclerose (formação de placas de gordura dentro das artérias), que pode levar a bloqueios ou um coágulo (trombo). Tais alterações podem levar a ataques cardíacos, derrame e diminuir a circulação nos braços e pernas (doença vascular periférica).
O diabetes pode contribuir para um certo número de doenças à curto prazo:
- Muitas infecções são associadas com o diabetes. Além disso, as infecções são freqüentemente mais perigosas em alguém com diabetes porque a capacidade do corpo para lutar contra infecções é prejudicada. Para agravar o problema, as infecções podem piorar o controle da glicose, o que atrasa a recuperação de uma infecção.
- A hipoglicemia, ou baixo nível de açúcar no sangue, ocorre de vez em quando na maioria das pessoas com diabetes. É o resultado de tomar a medicação de diabetes ou insulina demais (às vezes chamado de reação à insulina), pular uma refeição, fazer mais exercícios do que o normal, beber muito álcool, ou tomar certos medicamentos para outras doenças. É muito importante reconhecer a hipoglicemia e estar preparado para tratá-la em todos os momentos. Cefaléia (dor de cabeça) , tonturas, falta de concentração, tremores das mãos e sudorese (suor intenso) são sintomas comuns de hipoglicemia. Você pode desmaiar ou ter um ataque se o nível de açúcar no sangue ficar muito baixo.
- A cetoacidose diabética é uma condição grave na qual a hiperglicemia não controlada (geralmente devido à completa falta de insulina ou deficiência relativa de insulina) ao longo do tempo cria um acúmulo no sangue de produtos residuais ácidos chamados cetonas. Altos níveis de cetonas pode ser muito prejudicial. Isso normalmente acontece com as pessoas com diabetes tipo 1 que não têm bom controle da glicose no sangue. A cetoacidose diabética pode ser precipitada por infecção, estresse, trauma, falta de medicamentos como a insulina, ou emergências médicas, como derrame e ataque cardíaco.
- Síndrome hiperosmolar hiperglicêmica não cetótica é uma doença grave em que o nível de açúcar no sangue fica muito alto. O corpo tenta se livrar do excesso de açúcar no sangue, eliminando-o na urina. Isso aumenta a quantidade de urina, de forma significativa e muitas vezes leva à desidratação tão grave que pode causar convulsões, coma e até morte. Esta síndrome ocorre geralmente em pessoas com diabetes tipo 2 que não estão controlando os seus níveis de açúcar no sangue, que tornaram-se desidratados, ou que têm estresse, lesões, acidentes vasculares cerebrais ou tomam certos medicamentos, como os esteróides.
Fonte: http://www.emedicinehealth.com/diabetes/article_em.htm (artigo em inglês)
Querido Elias
ResponderExcluirParabéns pela iniciativa! Deus o abençoe em sua profissão.
Abs,
Pr Ewerton
Muito bom, Elias, já estou seguindo e vou também adicionar aos links no meu blog. Também acabei de recomendá-lo no facebook e twitter.
ResponderExcluirGostei muito da sua iniciativa, texto muito instrutivo e de fácil entendimento.Parabéns! Sabes o quanto eu e minha famíla nos orgulhamos de vc. Abraços e fique com Deus.
ResponderExcluirE ai mano... quem escreveu ai em cima foi minha mãe! hehe mas eu gostei da mesma maneira... ficou 10 o blog! Abração, sds de vc por aqui! té!
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