Os sintomas do diabetes tipo 1 aparecem na maioria das vezes de forma rápida e dramática.
· O diabetes tipo 1 é geralmente reconhecido na infância ou início da adolescência, muitas vezes em associação com uma doença (como um vírus ou infecção do aparelho urinário) ou ferimentos.
· O esforço intenso pode causar cetoacidose diabética (para maiores informações sobre cetoacidose diabética leia o artigo “Visão Geral sobre o Diabetes”).
· Os sintomas da cetoacidose incluem náuseas e vômitos. Leva também à desidratação e graves distúrbios, muitas vezes dos níveis de potássio no sangue (elemento químico de suma importância para funções vitais do organismo, como os batimentos cardíacos).
· Sem tratamento, a cetoacidose pode levar ao coma e à morte.
Os sintomas do diabetes tipo 2 são muitas vezes sutis e pode ser atribuído ao envelhecimento ou obesidade.
· Uma pessoa pode ter diabetes tipo 2 há muitos anos sem saber.
· Pessoas com diabetes tipo 2 podem desenvolver a síndrome hiperosmolar hiperglicêmica não cetótica (para maiores informações sobre essa síndrome leia o artigo “Visão Geral sobre o Diabetes).
· Se não tratada adequadamente, o diabetes tipo 2 pode levar a complicações como cegueira, insuficiência renal , doenças cardíacas e neurológicas.
Os sintomas mais comuns dos dois tipos principais de diabetes são:
· Fadiga: No diabetes, o organismo é ineficiente e, por vezes, incapaz de usar a glicose como combustível. O organismo passa a metabolizar a gordura, parcialmente ou completamente, como fonte de combustível, o que requer um maior gasto de energia. O resultado final é o cansaço constante que a pessoa sente.
· Perda de peso inexplicada: Pessoas com diabetes não são capazes de processar muitas das calorias dos alimentos que ingerimos. Assim, eles podem perder peso mesmo comendo uma quantidade aparentemente adequada ou até mesmo excessiva de alimentos. A perda de açúcar e água na urina, o que leva a desidratação, também contribui para a perda de peso.
· Sede excessiva (polidipsia): Uma pessoa com diabetes desenvolve níveis elevados de açúcar no sangue, o que sobrecarrega a capacidade do rim de reabsorver o açúcar do sangue, sendo eliminado com a urina. Desta forma, o excesso de açúcar eliminado na urina leva a uma perda maior de água ao urinar. O corpo tenta compensar essa perda enviando um sinal ao cérebro para gerar a sensação de sede. O cérebro incentiva o consumo de mais água para diluir o açúcar elevado no sangue de volta aos níveis normais e para compensar a água perdida pela diurese (perda urinária) excessiva.
· Micção excessiva (poliúria): Outra forma do organismo livrar-se do açúcar em excesso no sangue é excretá-lo na urina. Isso também pode levar à desidratação porque excretando o açúcar traz uma grande quantidade de água para fora do corpo junto com ele, como descrito anteriormente.
· Ingestão excessiva (polifagia): Se o corpo é capaz, vai secretar mais insulina a fim de tentar lidar com os níveis de açúcar no sangue em excesso. Além disso, o corpo é resistente à ação da insulina no diabetes tipo 2. Uma das funções da insulina é estimular a fome. Portanto, os níveis mais elevados de insulina levam ao aumento da fome e comer. Apesar do aumento da ingestão calórica, a pessoa pode ganhar muito pouco peso e pode até perder peso.
· Má cicatrização de feridas: os níveis elevados de glicemia (açúcar no sangue) impedem o bom funcionamento das células brancas do sangue, que são importantes na defesa do organismo contra bactérias e também eliminam tecidos e células mortas. Quando estas células não funcionam adequadamente, as feridas demoram muito mais para cicatrizar e ficam infectadas com mais freqüência. Além disso, a diabetes de longa duração está associado com espessamento dos vasos sanguíneos, o que impede uma boa circulação (fornecimento de oxigênio e nutrientes suficientes para os tecidos do corpo).
· Infecções: infecções fúngicas freqüentes dos órgãos genitais (frequentemente causada por Cândida, doença denominada candidíase), infecções da pele e infecções freqüentes do trato urinário (bexiga ou rins), podem resultar da supressão do sistema imunológico pelo diabetes e pela presença de glicose nos tecidos, o que permite que as bactérias proliferem. Essas infecções também podem ser um indicador de mau controle da glicemia de uma pessoa que já está em tratamento para o diabetes.
· Estado mental alterado: agitação, irritabilidade inexplicável, desatenção, letargia extrema ou confusão mental podem ser sinais de açúcar no sangue muito alto, cetoacidose, síndrome hiperosmolar hiperglicêmica não cetótica, ou hipoglicemia (açúcar em níveis baixos no sangue). Assim, qualquer um destes sintomas merece a atenção imediata de um profissional médico.
· Visão turva: visão borrada não é específica para diabetes, mas é um sintoma freqüente quando apresentam níveis de açúcar no sangue elevados.

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