terça-feira, 3 de maio de 2011

Quais são as causas da Hipertensão?



Em 90% das pessoas com hipertensão, a causa da hipertensão não é conhecida e referida como hipertensão primária ou essencial. Embora a causa específica é desconhecida, existem fatores de risco que podem contribuir para desenvolver pressão alta. 

Fatores que não podem ser alterados: 

Idade: Quanto mais de idade a pessoa, maior é a probabilidade de que ele ou ela irá desenvolver pressão arterial elevada, especialmente pressão sistólica elevada. Isto é principalmente devido à arteriosclerose, ou endurecimento das artérias.  

Raça: Afro-americanos desenvolvem pressão alta com mais freqüência do que os brancos. Eles desenvolvem hipertensão em idade mais jovem e desenvolvem complicações mais graves, mais cedo na vida. 

Socioeconômico: pressão arterial alta é encontrada mais comumente entre os grupos menos escolarizados e de menor nível socioeconômico.

A história familiar (hereditariedade): A tendência a ter pressão arterial elevada parece funcionar nas famílias. 

Sexo: Em geral, os homens têm uma maior probabilidade de desenvolver pressão alta do que as mulheres. Esta probabilidade varia conforme a idade e entre diferentes grupos étnicos. 

Fatores que podem ser alterados: 

Obesidade: Com o aumento do peso corporal, a pressão arterial sobe. A obesidade é definida como tendo um índice de massa corporal (IMC) superior a 30 quilos por metro quadrado. Um IMC de 25 a 30 kg/m2 é considerado sobrepeso (IMC = Peso / Altura x Altura). O excesso de peso aumenta o risco de pressão alta. Profissionais de saúde recomendam que todas as pessoas obesas com pressão arterial elevada percam peso até que elas não excedam mais do que 15% do seu peso corporal saudável. 

As pessoas obesas possuem duas a seis vezes mais probabilidade de desenvolver pressão alta do que pessoas com peso dentro de uma faixa saudável. 

Não é apenas o grau de obesidade importante, mas também a maneira pela qual o corpo acumula gordura extra. Algumas pessoas ganham peso em torno de sua barriga (obesidade central ou pessoas "em forma de maçã"), enquanto outros armazenam gordura em torno dos seus quadris e coxas (pessoas em forma de "pêra"). Pessoas "em forma de maçã", tendem a ter maiores riscos de saúde para a pressão alta do que pessoas "em forma de pêra". 


Sensibilidade ao Sódio (sal): Algumas pessoas têm alta sensibilidade ao sódio (sal), e sua pressão arterial aumenta com o uso do sal. Reduzir a ingestão de sódio tende a baixar sua pressão arterial. Fast foods e alimentos processados ​​contêm quantidades particularmente elevadas de sódio. Muitos medicamentos de balcão, também contém grandes quantidades de sódio. Leia os rótulos dos alimentos e aprenda sobre o conteúdo de sal nos alimentos e outros produtos como um primeiro passo saudável para reduzir o consumo de sal. 

O uso de álcool: Beber mais do que um ou dois drinques por dia de álcool tende a elevar a pressão arterial em pessoas que são sensíveis ao álcool. 

As pílulas contraceptivas (uso de contraceptivos orais): Algumas mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais desenvolvem pressão alta. 

Falta de exercício (sedentarismo): O sedentarismo contribui para o desenvolvimento de obesidade e pressão arterial elevada. 

Medicamentos: Alguns medicamentos, como anfetaminas (estimulantes), pílulas de dieta (ex: sibutramina), e alguns medicamentos usados ​​para os sintomas do resfriado e alergia, tais como a pseudoefedrina, tendem a elevar a pressão arterial.

domingo, 1 de maio de 2011

Pressão Alta (Hipertensão Arterial) - Visão Geral

O coração bombeia o sangue para as artérias com força suficiente para empurrar o sangue até cada órgão, desde o topo da cabeça até a sola dos pés.

A pressão arterial pode ser definida como a pressão que o sangue exerce nas paredes das artérias, uma vez que circula pelo corpo, como se fosse a força da água circulando pelos canos de uma casa. A pressão arterial é mais elevada como deixa o coração através da artéria aorta e diminui gradualmente à medida que entra vasos sanguíneos cada vez menores (artérias, arteríolas e capilares). O sangue retorna nas veias que conduzem ao coração, ajudado pela gravidade e contração muscular. 

A hipertensão arterial é o termo médico para pressão alta. É conhecido como o "assassino silencioso", pois não tem sintomas iniciais, mas pode levar a doença a longo prazo e complicações. Portanto, muitas pessoas têm pressão alta e não sabem disso.
Importantes complicações da pressão arterial não controlada incluem ataque cardíaco, insuficiência cardíaca congestiva (“coração crescido ou fraco”), acidente vascular cerebral (“derrame”), insuficiência renal (“falência dos rins”), doença arterial periférica (compromete as artérias distantes do coração) e aneurisma (enfraquecimento da parede da aorta, levando à ampliação ou abaulamento da aorta). 

Como medir a pressão arterial? 

A pressão arterial é
comumente medida por um aparelho denominado esfigmomanômetro, tendo vários modelos, eletrônicos ou manuais. Registra-se dois números, por exemplo, 120/80 mm Hg (milímetros de mercúrio), e essas medidas da pressão arterial são geralmente tomadas no braço sobre a artéria braquial. 

O número maior é chamado de pressão sistólica. Este mede a pressão gerada quando o coração se contrai (quando bombeia o sangue). Isso reflete a pressão do sangue contra as paredes arteriais.

O menor número é chamado de pressão diastólica. Isso reflete a pressão nas artérias quando o coração está cheio e relaxado entre os batimentos. 

A Associação Americana do Coração (American Heart Association) tem recomendado orientações para definir a pressão arterial normal e alta através de vários estudos em todo o mundo desta forma:
  • A pressão arterial normal é quando se tem o número inferior a 120, para pressão sistólica, e 80 para pressão diastólica. 
  • Pessoas com níveis entre 120-139 e 80-89 são consideradas Pré-Hipertensos, e possuem uma grande chance de evoluir para níveis maiores com o tempo. 
  • Pressão alta, no estágio 1 de gravidade, é considerado entre os níveis de 140 a 159 por 90 a 99.
  • Pressão alta, no estágio 2 de gravidade, é quando a pessoa possui uma pressão superior a 160 por 100. 


Uma observação importante é que as pessoas comumente dizem os números de forma abreviada, por exemplo, de vez falarem 120 por 80, elas dizem 12 por 8. Isso é um hábito ruim, porque há uma grande diferença de interpretação dos níveis pressóricos principalmente quando se trata da pressão diastólica, cujo intervalo de normalidade é menor que a pressão sistólica.

De acordo com pesquisas, o risco de morrer de ataque cardíaco está diretamente ligada à pressão arterial elevada, nomeadamente a hipertensão arterial sistólica. Quanto maior a pressão arterial, maior o risco. Manter o controle ao longo da vida de hipertensão diminui o risco de complicações futuras, tais como ataque cardíaco e derrame.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Diabetes - Quando procurar assistência médica?



Se você ou algum conhecido não possui diabetes diagnosticado, mas possui sintomas que sugerem o diabetes, deve fazer uma consulta com um médico o quanto possível. Durante a consulta, diga ao médico o que está sentindo e que está preocupado quanto à possibilidade de ter diabetes. O médico pode solicitar exames para avaliar os níveis de açúcar no sangue (glicemia).

Se o paciente é conhecido por ter diabetes, procure um médico imediatamente se apresentar qualquer uma das seguintes condições:

·         O paciente está experimentando sintomas do diabetes. Isso pode significar que o seu nível de glicemia não está controlado apesar do tratamento.

·         Os níveis de glicemia do paciente, quando testado, estão consistentemente elevados (superior a 200 mg / dL). Níveis persistentemente altos de açúcar no sangue são a principal causa de todas as complicações do diabetes.

·         O nível de glicemia do paciente geralmente é baixo (inferior a 60 mg / dL). Isso pode significar que a estratégia de controle e tratamento é muito agressiva. Ele também pode ser um sinal de infecção ou outra alteração no organismo, tais como insuficiência renal, insuficiência hepática (do fígado), insuficiência da glândula adrenal, ou o uso concomitante de certos medicamentos.

·         O paciente tem uma lesão no pé ou na perna, não importa o tamanho. Mesmo o menor corte ou bolha pode se tornar muito grave em uma pessoa com diabetes. O diagnóstico precoce e o tratamento de problemas com os pés e membros inferiores são fundamentais na preservação da função das pernas e evitar a amputação.

·         Febre é um sinal de infecção. Em pacientes com diabetes, muitas infecções comuns podem ser potencialmente mais perigosas para eles do que para outras pessoas. Notar quaisquer sintomas, tais como a micção dolorosa, vermelhidão ou inchaço na pele, dor abdominal, dor no peito, ou tosse, podem indicar uma infecção localizada.

·         Náuseas e vômitos persistentes podem ser um sinal de cetoacidose diabética, uma condição potencialmente fatal, assim como várias outras doenças graves.

·         Estado mental alterado: letargia, agitação, esquecimento, ou apenas um comportamento estranho pode ser sinal de glicemia muito elevada ou baixa.

·        Dor no peito: Se o paciente é diabético, levamos muito a sério qualquer dor no peito, particularmente no meio ou no lado esquerdo, o que deve levá-lo a procurar ajuda médica imediatamente. 
  • Pessoas com diabetes são mais susceptíveis do que as pessoas não-diabéticas a terem um ataque cardíaco, com ou sem dor no peito.
  • Batimentos cardíacos irregulares e falta de ar inexplicável também podem ser sinais de um ataque cardíaco.
Dor abdominal: Dependendo da localização, isso pode ser um sinal de ataque cardíaco, dor abdominal, aneurisma de aorta (dilatação da artéria aorta), cetoacidose diabética, ou interrupção do fluxo sangüíneo para o intestino. 
  • Todos esses são mais comuns em pessoas com diabetes do que na população geral e são potencialmente fatais.
  • Aqueles com diabetes também têm outras causas comuns de dor abdominal intensa, como apendicite, úlcera perfurada, inflamação e infecção da vesícula, pedras nos rins, e obstrução intestinal.
  • A dor intensa em qualquer parte do corpo deve ser avaliada por um médico sempre.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Sintomas do Diabetes



Os sintomas do diabetes tipo 1 aparecem na maioria das vezes de forma rápida e dramática.
·         O diabetes tipo 1 é geralmente reconhecido na infância ou início da adolescência, muitas vezes em associação com uma doença (como um vírus ou infecção do aparelho urinário) ou ferimentos. 
·         O esforço intenso pode causar cetoacidose diabética (para maiores informações sobre cetoacidose diabética leia o artigo “Visão Geral sobre o Diabetes”). 
·         Os sintomas da cetoacidose incluem náuseas e vômitos. Leva também à desidratação e graves distúrbios, muitas vezes dos níveis de potássio no sangue (elemento químico de suma importância para funções vitais do organismo, como os batimentos cardíacos). 
·         Sem tratamento, a cetoacidose pode levar ao coma e à morte.


Os sintomas do diabetes tipo 2 são muitas vezes sutis e pode ser atribuído ao envelhecimento ou obesidade.
·         Uma pessoa pode ter diabetes tipo 2 há muitos anos sem saber. 
·         Pessoas com diabetes tipo 2 podem desenvolver a síndrome hiperosmolar hiperglicêmica não cetótica (para maiores informações sobre essa síndrome leia o artigo “Visão Geral sobre o Diabetes). 
·         Se não tratada adequadamente, o diabetes tipo 2 pode levar a complicações como cegueira, insuficiência renal , doenças cardíacas e neurológicas.

Os sintomas mais comuns dos dois tipos principais de diabetes são:
·         Fadiga: No diabetes, o organismo é ineficiente e, por vezes, incapaz de usar a glicose como combustível. O organismo passa a metabolizar a gordura, parcialmente ou completamente, como fonte de combustível, o que requer um maior gasto de energia. O resultado final é o cansaço constante que a pessoa sente.  
·         Perda de peso inexplicada: Pessoas com diabetes não são capazes de processar muitas das calorias dos alimentos que ingerimos. Assim, eles podem perder peso mesmo comendo uma quantidade aparentemente adequada ou até mesmo excessiva de alimentos. A perda de açúcar e água na urina, o que leva a desidratação, também contribui para a perda de peso. 
·         Sede excessiva (polidipsia): Uma pessoa com diabetes desenvolve níveis elevados de açúcar no sangue, o que sobrecarrega a capacidade do rim de reabsorver o açúcar do sangue, sendo eliminado com a urina. Desta forma, o excesso de açúcar eliminado na urina leva a uma perda maior de água ao urinar. O corpo tenta compensar essa perda enviando um sinal ao cérebro para gerar a sensação de sede. O cérebro incentiva o consumo de mais água para diluir o açúcar elevado no sangue de volta aos níveis normais e para compensar a água perdida pela diurese (perda urinária) excessiva. 
·         Micção excessiva (poliúria): Outra forma do organismo livrar-se do açúcar em excesso no sangue é excretá-lo na urina. Isso também pode levar à desidratação porque excretando o açúcar traz uma grande quantidade de água para fora do corpo junto com ele, como descrito anteriormente. 
·         Ingestão excessiva (polifagia): Se o corpo é capaz, vai secretar mais insulina a fim de tentar lidar com os níveis de açúcar no sangue em excesso. Além disso, o corpo é resistente à ação da insulina no diabetes tipo 2. Uma das funções da insulina é estimular a fome. Portanto, os níveis mais elevados de insulina levam ao aumento da fome e comer. Apesar do aumento da ingestão calórica, a pessoa pode ganhar muito pouco peso e pode até perder peso. 
·         Má cicatrização de feridas: os níveis elevados de glicemia (açúcar no sangue) impedem o bom funcionamento das células brancas do sangue, que são importantes na defesa do organismo contra bactérias e também eliminam tecidos e células mortas. Quando estas células não funcionam adequadamente, as feridas demoram muito mais para cicatrizar e ficam infectadas com mais freqüência. Além disso, a diabetes de longa duração está associado com espessamento dos vasos sanguíneos, o que impede uma boa circulação (fornecimento de oxigênio e nutrientes suficientes para os tecidos do corpo). 
·         Infecções: infecções fúngicas freqüentes dos órgãos genitais (frequentemente causada por Cândida, doença denominada candidíase), infecções da pele e infecções freqüentes do trato urinário (bexiga ou rins), podem resultar da supressão do sistema imunológico pelo diabetes e pela presença de glicose nos tecidos, o que permite que as bactérias proliferem. Essas infecções também podem ser um indicador de mau controle da glicemia de uma pessoa que já está em tratamento para o diabetes. 
·         Estado mental alterado: agitação, irritabilidade inexplicável, desatenção, letargia extrema ou confusão mental podem ser sinais de açúcar no sangue muito alto, cetoacidose, síndrome hiperosmolar hiperglicêmica não cetótica, ou hipoglicemia (açúcar em níveis baixos no sangue). Assim, qualquer um destes sintomas merece a atenção imediata de um profissional médico.      

·         Visão turva: visão borrada não é específica para diabetes, mas é um sintoma freqüente quando apresentam níveis de açúcar no sangue elevados.